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quarta-feira, 31 de março de 2010

Avaliação


A avaliação vista de maneira contínua e sistemática implica em bons resultados




O resultado positivo mediante os objetivos propostos norteia o perfil profissional de todo educador. Ele se propõe a estabelecer uma estreita ligação entre os educandos de modo que esses apreendam os conteúdos de forma satisfatória.
Todavia, como nem tudo é realizado de forma homogênea, existe este ou aquele aluno que não consegue superar as expectativas apresentadas. É chegado, portanto, o momento de o educador rever suas técnicas de aplicação no que se refere à didática aplicada, avaliar a relação dentro do contexto de sala de aula, entre outras medidas.

Um fator recorrente de extrema relevância nesta tarefa é partir do princípio de que o aluno sempre deve ser visto como um “todo”, ou seja, ele é fruto, antes de tudo, de um convívio familiar, de um círculo de amizades, para depois tornar-se alguém que se propõe a receber a educação formal.
Em virtude disso, o ato de avaliar torna-se muito mais complexo do que realmente parece, pois é por meio desse que o educador se norteará no propósito de traçar suas metas rumo ao sucesso almejado.

Para isto, torna-se imprescindível que o educador faça o uso correto desta ferramenta, afim de que a mesma não se torne instrumento de punição e nem seja algo de caráter desclassificatório, mas sim como uma análise do desempenho em relação ao ensino x aprendizagem.
De posse de todo esse procedimento em relação ao conceito sobre a avaliação, uma vez que esta representa um processo contínuo e sistemático, resta-nos entender um pouco mais sobre as modalidades em que os objetivos deverão ser aplicados.
Para tal, discutiremos sobre a avaliação Diagnóstica, Formativa e Somativa, respectivamente:


A avaliação Diagnóstica se dá num primeiro estágio mediante o contato estabelecido entre Educador xEducando, ou seja, ele avaliará o nível de conhecimento da turma em relação a conteúdos já ministrados, isto é, se possuem os pré-requisitos para a aquisição de novos conhecimentos, e o que é mais importante, se possuem aptidão para dominá-los posteriormente. Esse procedimento facilitará os caminhos a serem traçados pelo educador no objetivo de atingir os objetivos propostos.
A Formativa é aquela que, como o próprio nome já diz, faz parte da proposta pedagógica de toda instituição de ensino, a qual pauta-se por avaliar o nível de rendimento dos alunos frente aos conteúdos ministrados.
Desta feita, é de extrema importância que o educador não procure estigmatizar aqueles que não alcançaram a meta desejada, e sim procure detectar as possíveis “falhas”, oferecendo-lhes oportunidades de crescimento.

A outra é a chamada Somativa, de caráter classificatório, onde serão computados todos os resultados referentes ao ano letivo em relação ao nível de aprendizagem, consistindo, portanto, na promoção ou não, para as séries vindouras.


Por Vânia Duarte
Equipe Brasil Escola

Planejamento em torno da alfabetização





Requisitos fundamentais em um planejamento voltado para a sistematização do
trabalho em torno da alfabetização:

a) criar condições e tempos escolares destinados ao planejamento, ao diagnóstico, à avaliação e à reelaboração de propostas, buscando-se a progressiva institucionalização de espaços coletivos tais como seminários ou semanas de planejamento, de integração com a comunidade, de escolha de livros didáticos, entre outras possibilidades;


b) estabelecer e compartilhar metas e objetivos, envolvendo professores, alunos e pais, nos processos de sua avaliação e de sua reorientação;

c) definir meios para alcançar objetivos, organizar o processo, registrar e socializar atividades realizadas.

Além da definição de objetivos e metas, é necessário investir nos meios para sua imple¬mentação. A organização das atividades em torno da alfabetização deverá levar em conta:


a) a progressão de níveis do trabalho pedagógico, em função dos níveis de aprendizagem dos alunos e da natureza das atividades, envolvendo conceitos e procedimentos pertinentes aos diversos componentes do aprendizado da língua escrita: a compreensão e a valorização da cultura escrita, a apropriação do sistema de escrita, a oralidade, a leitura e a produção de textos escritos. Dependendo do nível atingido pela classe, por grupos ou duplas de alunos, todo o planejamento poderá ser reorientado, em busca de outras alternativas de métodos, de materiais didáticos e de reagrupamento de alunos, sempre tendo como meta mais ampla sua progressiva autonomia em relação aos usos da língua escrita.

b) a criação de um ambiente alfabetizador, ou de um contexto de cultura escrita oferecido pelas formas de organização da sala e de toda a escola, capaz de disponibilizar aos alunos a familiarização com a escrita e a interação com diferentes tipos, gêneros, portadores e suportes, nas mais diversas formas de circulação social de textos. A exposição de livros, dicionários, revistas, rótulos, publicidade, notícias do ambiente escolar e de periódicos da comunidade ou do município, cartazes, relatórios, registros de eleições e muitas outras possibilidades permitem a inserção dos alunos em práticas sociais de letramento, ultrapassando formas artificiais de etiquetagem ou de treinamento da escrita em contextos estritamente escolares.

c) o estabelecimento de rotinas diárias e semanais, capazes de oferecer ao professor um princípio organizador de seu trabalho, desde que atenda a dois critérios essenciais: a variedade e a sistematização. Uma rotina necessita, em primeiro lugar, propiciar diversificação de experiências e ampliação de contextos de aplicação. Em segundo lugar, precisa oferecer um contexto de previsibilidade de atividades, para que os próprios alunos se organizem, consolidem aprendizagens e avancem em seus espaços de autonomia. Nesse sentido, pode ser bastante produtiva a previsão diária e semanal de atividades voltadas para os eixos da leitura, da escrita, da oralidade, das atividades lúdicas e especializadas, levando em conta o melhor momento de sua inserção (início, meio ou final do turno) e a melhor configuração grupal para sua realização (grupos que se familiarizam com determinados conteúdos ou grupos que já se encontram em patamares mais consolidados de aprendizagem). Essa flexibilidade pode conferir maior potencial à proposição de rotinas, como elementos que ajudam o professor a melhor conhecer seus alunos e a monitorar as modificações necessárias para que o planejamento inicial não se desencaminhe das metas mais relevantes inicialmente projetadas.


SALTO PARA O FUTURO / TV ESCOLA


WWW.TVEBRASIL.COM.BR/SALTO

Competências e habilidades para o mercado de trabalho

1 - CAPACIDADES FUNDAMENTAIS


Capacidades Básicas: leitura, redação, operações matemáticas, escutar e falar.

Capacidades Cognitivas: pensar criticamente, tomar decisões, solucionar problemas, ver coisas com a imaginação, saber como aprender, raciocinar.

Qualidades Pessoais: ter responsabilidade, auto-estima, sociabilidade, auto gerenciamento, integridade/honestidade.



2- AS COMPETÊNCIAS

Recursos: saber alocar tempo, dinheiro, materiais diversos e recursos humanos.

Interpessoais: saber participar como membro de equipe, ensinar aos outros, servir clientes e fregueses, exercer liderança, negociar e trabalhar com diversidade cultural.

Informação: saber adquirir e avaliar informação, organizar e manter a informação, saber interpretar e comunicar a informação, saber usar computadores para processo de informação.

Sistemas: saber compreender sistemas, monitorar e corrigir desempenho, melhorar e planejar sistemas.

Tecnologia: saber selecionar tecnologias, aplicá-las à tarefa, prevenir identificar ou solucionar problemas em máquinas, computadores e outras tecnologias.

http://ematmaosaobra.vilabol.uol.com.br/CompetenciaseHabilidades.html


A história da borboleta

Esta história é figurinha conhecida, mas não me custa nada repeti-la:

"Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou-se e passou a observar a borboleta que, por várias horas, se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então, em certo momento, pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso, parecia que ela tinha ido o mais longe que podia e não conseguia mais continuar nessa sua missão de deixar o seu casulo.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta. Ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas, atrofiadas. O homem então continuou a observar porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto de seus dias rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza, em sua vontade de ajudar, não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário para a borboleta passar através de sua pequena abertura, era o modo com que a natureza agia para que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar, uma vez que estivesse livre do casulo."

Moral: tudo na vida tem o seu tempo não adianta o homem querer apressar as coisas,devemos aprender a esperar pelos momentos da vida.

Sugestão de atividade: .confeccionar uma borboleta de cartolina e enfeitá-la a gosto;

.trabalhar a interpretação de texto;

.explorar a paciência - saber esperar a sua vez para falar,saber

ouvir o outro.









Sociabilidade da Criança

Ter um filho risonho, comunicativo, que desperta olhares e sorrisos é um anseio dos pais. Na tentativa de alcançar esse desejo, às vezes os pais obrigam as crianças desde pequenas a sentar no colo, conversar e ser amáveis com as outras pessoas.
O perigo de ficarem sociáveis demais acontece quando elas ultrapassam esse ensino, se tornando exageradamente simpáticas. Exemplo disto são aquelas crianças que suscitam uma conversa onde quer que estejam.
Diante dessa sociabilidade exagerada, a criança fica exposta tanto a hostilidade por parte das pessoas, em decorrência de suas atitudes invasivas, até um acontecimento mais sério, como um rapto.

Para garantir a segurança, os pais das crianças que apresentam sociabilidade exagerada precisam intensificar a atenção.

Por Patrícia Lopes

Equipe Brasil Escola

Ajude seu filho a lidar com o bullying

Livro ensina os jovens a enfrentar diversos tipos de humilhações de colegas e de falsos amigos
Malu Echeverria

Quem nunca foi alvo de um colega metido a valentão na escola? Ou sofreu ao descobrir que o fofoqueiro do grupo revelou um segredo seu a todos? Pior ainda, decepcionou-se com aquele (falso) amigo que virou as costas na primeira oportunidade? Humilhações desse tipo, sejam físicas ou psíquicas, são classificadas como bullying (termo que significa agressão, em inglês) e podem acontecer com qualquer criança, principalmente no ambiente escolar. Para ensinar as crianças a lidar com o problema que foi vivido por seu próprio filho, a inglesa Jenny Alexander escreveu o guia “Valentões, fofoqueiros e falsos amigos – Torne-se à prova de bullying” (Ed. Rocco, R$ 19), que acaba de ser lançado no Brasil. O livro traz diversos exemplos de situações cotidianas, além de testes e ilustrações, para ajudar o leitor a reconhecer o bullying e a reagir de forma correta. A seguir, a autora conta à CRESCER, entre outras coisas, por que relevar a agressão é melhor do que confrontar o agressor.
CRESCER - Como saber se meu filho é vítima de bullying, já que nem sempre as crianças querem falar sobre o assunto?


Jenny Alexander - Os sinais podem ser físicos, como marcas roxas, cortes ou danos nos pertences dele, como também dores de cabeça, de estômago e insônia. Também podem ser sociais (ele reluta em convidar amigos ou em ir à escola) e psicológicos (ansiedade, raiva e depressão). Na maior parte dos casos, é uma mistura dos três. Mas a única maneira de ter certeza absoluta é ver com os próprios olhos ou ouvir dele mesmo. Pode acontecer com qualquer criança, mas elas costumam ser mais vulneráveis quando estão vivendo algum tipo de estresse em casa.

CRESCER - A criança não deve ignorar a provocação, mas também não pode revidar. O que ela tem de fazer para se defender, então?

JA - Se a agressão é física ou envolve a ação de um grupo, a criança precisa de ajuda de um adulto. Mas a forma mais comum de bullying acontece por provocação ou xingamento, sendo que o maior trauma é, em geral, psicológico. Por isso mesmo, acredito que a criança tem de aprender a se defender emocionalmente – e o primeiro passo é entender que a culpa não é dela. Quando a criança sabe como relevar a provocação ela não é mais uma vítima que satisfaz, digamos assim. E deixar de ser a vítima é a melhor defesa contra o bullying.

CRESCER - Assim sendo, você sugere uma mudança de atitude? Como os pais e a escola podem ajudar nesse processo de auto-conhecimento?

JA - Recomendo duas coisas: a criança tem de conhecer e aceitar sua força e sua fraqueza, o que é o princípio básico da autoestima. Os pais podem ajudá-la ouvindo o que ela tem a dizer e valorizando as coisas que ela gosta. Já a escola deve enfatizar todos os tipos de habilidades – acadêmicas, artísticas, esportivas, sociais. Conhecer e valorizar os nossos pontos fortes nos ajuda a não ligar muito para os defeitos, afinal ninguém é perfeito. Assim, aprendemos a ter uma atitude positiva em relação às nossas fraquezas: “Eu uso óculos... e daí?” Isso é um antídoto contra o bullying.



CRESCER - Quem presencia uma situação de bullying e não faz nada também está errado?

JA - Quando a agressão é física, não há dúvida de que os adultos devem interferir. Mas se a situação for verbal, é preciso uma intervenção diferente, menos punitiva e mais educacional. Por isso, pais e professores devem descobrir exatamente o que está acontecendo antes de agir.






sexta-feira, 26 de março de 2010

Como Construir Um Projeto de Trabalho


Passos para a construção de um projeto de trabalho:



O Roteiro

Feito o diagnóstico e encontrado o tema do projeto a ser desenvolvido com sua turma, que título dar a ele? E como estabelecer as justificativas e objetivos? Que metodologia seguir? O roteiro a seguir? O roteiro a seguir, proposto pela consultora Célia Godoy, ajuda o professor a montar seu projeto de trabalho, a partir de perguntas chaves.

1- Título

Para encontra-lo, parta da seguinte pergunta-chave: O que se pretende ? A resposta a esta pergunta constituí o título do projeto, que precisa ser positivo e fácil para as crianças. Não pode ser nem muito extenso, nem conter uma só palavra. No título precisa estar claro.

2- Justificativa

A pergunta chave e´: Por quê? Sabemos que o projeto nasce para resolver dificuldades e?ou problemas da turma e ao respondermos a esta questão resolvemos a justificativa, as razões e a relevância da realização do projeto. A resposta precisa destacar a importância do projeto para a comunidade, citando as dificuldades detectadas no diagnóstico situacional realizado anteriormente com as crianças e?ou pais.

3- Objetivos

Para defini-los a pergunta e´: Para quê? As respostas são os objetivos do projeto que irão direcionar todo o trabalho, por isso a necessidade de escrever com cuidado e clareza.

4- Metodologia

A pergunta e´: Como? Para responder Célia Godoy aconselha usar como0 referencia 10 fases de aprendizagem colaborativa, de Maria Aparecida Behrens, educadora brasileira.

1ª fase: Apresentação e discussão do projeto
2ª fase: Problematização do tema:
3ª fase: Contextualização
4ª fase: Aulas teóricas exploratórias
5ª fase: Pesquisa individual
6ª fase: Produção individual
7ª fase: Discussão coletiva e critica
8ª fase: Produção coletiva
9ª fase: Pratica social ou produção final
10ªfase: Avaliação coletiva do projeto


5- Recursos Humanos

A pergunta-chave que o professor pode se fazer e´: Com quem? A resposta levara´`as pessoas envolvidas na execução do projeto, numero e função dos participantes.

6- Materiais

Com o quê? Ao responder esta pergunta, o professor define quais recursos materiais serão utilizados.

7- Cronograma

Quando?Respondendo a essa pergunta o professor consegue montar seu cronograma,com cada etapa do projeto.

8- Avaliação

Deve acompanhar todo o processo de execução do projeto e deve estar vinculada `a resolução dos problemas (explicitados na justificativa) e ao alcance dos objetivos.


Dica importante!

A criança deve sempre ser informada sobre o que ira´estudar. Não se podem traçar objetivos para uma turma e não apresenta-los a ela. A professora precisa mostrar o resultado do diagnostico: "olha, turma, parece que muitos de vocês tem vontade de estudar este assunto, então o nosso projeto sera´sobre ele e vamos fazer tais e tais atividades."


Fonte:Revista Guia Prático Para Professores de Ed. Infantil - Ano 7 - N° 83. Editora Lua.