Fábulas
(do latim- fari - falar e do grego - Phao - contar algo)
Narrativa alegórica de uma situação vivida por animais, que referencia uma situação humana e tem por objetivo transmitir moralidade. A exemplaridade desses textos espelha a moralidade social da época e o caráter pedagógico que encerram. É oferecido, então, um modelo de comportamento maniqueísta; em que o "certo" deve ser copiado e o "errado", evitado.
Contos de Fadas
Por lidarem com conteúdos da sabedoria popular, com conteúdos essenciais da condição humana, é que esses contos de fadas são importantes, perpetuando-se até hoje. Neles encontramos o amor, os medos, as dificuldades de ser criança, as carências (materiais e afetivas), as auto-descobertas, as perdas, as buscas, a solidão e o encontro.
Estrutura básica dos contos de fadas
• Início - nele aparece o herói (ou heroína) e sua dificuldade ou restrição. Problemas vinculados à realidade, como estados de carência, penúria, conflitos, etc., que desequilibram a tranqüilidade inicial;
• Ruptura - é quando o herói se desliga de sua vida concreta, sai da proteção e mergulha no completo desconhecido;
• Confronto e superação de obstáculos e perigos - busca de soluções no plano da fantasia com a introdução de elementos imaginários;
• Restauração - início do processo de descobrir o novo, possibilidades, potencialidades e polaridades opostas;
• Desfecho - volta à realidade. União dos opostos, germinação, florescimento, colheita e transcendência.
Lendas
(do latim legenda/legen - ler)
A lenda é uma narrativa baseada na tradição oral e de caráter maravilhoso, cujo argumento é tirado da tradição de um dado lugar. Sendo assim, relata os acontecimentos numa mistura entre referenciais históricos e imaginários. Um sistema de lendas que tratem de um mesmo tema central constiruem um mito (mais abrangente geograficamente e sem fixação no tempo e no espaço).
O folclore brasileiro é rico em lendas regionais. Destacam-se entre as lendas brasileiras os seguintes títulos: "Boitatá", "Boto cor-de-rosa", "Caipora ou Curupira", "Iara", "Lobisomem", "Mula-sem-cabeça", "Negrinho do Pastoreio", "Saci Pererê" e "Vitória Régia".
Poesia
O gênero poético tem uma configuração distinta dos demais gêneros literários. Sua brevidade, aliada ao potencial simbólico apresentado, transforma a poesia em uma atraente e lúdica forma de contato com o texto literário.
Há poetas que quase brincam com as palavras, de modo a cativar as crianças que ouvem, ou lêem esse tipo de texto. Lidam com toda uma ludicidade verbal, sonora e musical, no jeito como vão juntando as palavras e acabam por tornar a leitura algo muito divertido.
Como recursos para despertar o interesse do pequeno leitor, os autores utilizam-se de rimas bem simples e que usem palavras do cotidiano infantil; um ritmo que apresente certa musicalidade ao texto; repetição, para fixação da idéias, e melhor compreensão dentre outros.
quarta-feira, 31 de março de 2010
As fases da escrita
O processo de construção da escrita:
Fase 1 : é o início dessa construção, as tentativas das crianças
dão-se no sentido da reprodução dos traços básicos da
escrita com que elas se deparam no cotidiano. O que vale
é a intenção, pois, embora o traçado seja semelhante,
cada um "lê" em seus rabiscos aquilo que quis escrever.
Desta maneira, cada um só pode interpretar a sua
própria escrita, e não a dos outros. Nesta fase, a criança
elabora a hipótese de que a escrita dos nomes é proporcional
ao tamanho do objeto ou ser a que está se referindo.
Fase 2: a hipótese central nessa fase é de que para ler coisas diferentes
é preciso usar formas diferentes. A criança procura combinar de
várias maneiras as poucas formas de letras que é capaz de reproduzir.
Ao tentar escrever, a criança respeita duas exigências
básicas: a quantidade de letras (nunca inferior a três) e a variedade
entre elas, (não podem ser repetidas).
Fase 3 : são feitas tentativas de dar um valor sonoro a cada uma das
letras que compõem a palavra. Surge a chamada hipótese
silábica, isto é, cada grafia traçada corresponde a uma sílaba
pronunciada, podendo serem usadas letras ou outro tipo de
grafia. Há, neste momento, um conflito entre a hipótese silábica
e a quantidade mínima de letras exigida para que a escrita
possa ser lida. A criança, neste nível, trabalhando com a
hipótese silábica, precisa usar duas formas gráficas para escrever
palavras com duas sílabas, o que vai de encontro às suas
idéias iniciais de que são necessários, pelo menos, três caracteres.
Este conflito a faz caminhar para outra fase.
Fase 4 :aqui ocorre a transição da hipótese silábica para a alfabética. O
conflito que se estabeleceu - entre uma exigência interna da própria
criança (o número mínimo de grafias) e a realidade das formas que
o meio lhe oferece, faz com que ela procure soluções.Ela, então,
começa a perceber que escrever é representar progressivamente
as partes sonoras das palavras, ainda que não o faça corretamente.
Fase 5: finalmente, é atingido o estágio da escrita alfabética, pela compreensão
de que a cada um dos caracteres da escrita corresponde valores menores
que a sílaba, e que uma palavra, se tiver duas sílabas, exigindo,
portanto, dois movimentos para ser pronunciada, necessitará
mais do que duas letras para ser escrita e a existência de uma
regra produtiva que lhes permite, a partir desses elementos
simples, formar a representação de inúmeras sílabas, mesmo
aquelas sobre as quais não se tenham exercitado.
A criança tem à sua frente uma estrada longa, até chegar à
leitura e a escrita da maneira que nós, adultos, a concebemos,
percebendo que a cada som corresponde uma
determinada forma; que há grupos de letras separados por
espaços em branco e que estes grupos correspondem a
cada uma das palavras escritas.
Resumo e descrição das fases :
1. Nível pré-silábico: dividido em fases
a) Fase pictórica: a criança registra garatujas e desenhos.
b) Fase gráfica primitiva: a criança registra símbolos ou letras
misturadas com números.
c) Fase pré-silábica: a criança começa a diferenciar letras e números,
desenhos ou símbolos.
2. Nível silábico
A criança conta os "pedaços sonoros", isto é, as sílabas, e coloca um
símbolo (letra) para cada pedaço. Essa noção de cada sílaba corresponder
a uma letra pode acontecer com ou sem valor sonoro convencional.
3. Nível silábico-alfabético
É um momento conflitante, pois a criança precisa negar a lógica do nível
silábico. É quando o valor sonoro torna-se imperioso, e a criança começa a
acrescentar letras principalmente na primeira sílaba.
4. Nível alfabético:
A criança reconstroi o sistema linguístico e compreende sua organização. Por
exemplo, ela sabe que os sons L e A são grafados LA, e que T e A são grafados TA.
Avaliação
A avaliação vista de maneira contínua e sistemática implica em bons resultados
O resultado positivo mediante os objetivos propostos norteia o perfil profissional de todo educador. Ele se propõe a estabelecer uma estreita ligação entre os educandos de modo que esses apreendam os conteúdos de forma satisfatória.
Todavia, como nem tudo é realizado de forma homogênea, existe este ou aquele aluno que não consegue superar as expectativas apresentadas. É chegado, portanto, o momento de o educador rever suas técnicas de aplicação no que se refere à didática aplicada, avaliar a relação dentro do contexto de sala de aula, entre outras medidas.
Um fator recorrente de extrema relevância nesta tarefa é partir do princípio de que o aluno sempre deve ser visto como um “todo”, ou seja, ele é fruto, antes de tudo, de um convívio familiar, de um círculo de amizades, para depois tornar-se alguém que se propõe a receber a educação formal.
Em virtude disso, o ato de avaliar torna-se muito mais complexo do que realmente parece, pois é por meio desse que o educador se norteará no propósito de traçar suas metas rumo ao sucesso almejado.
Para isto, torna-se imprescindível que o educador faça o uso correto desta ferramenta, afim de que a mesma não se torne instrumento de punição e nem seja algo de caráter desclassificatório, mas sim como uma análise do desempenho em relação ao ensino x aprendizagem.
De posse de todo esse procedimento em relação ao conceito sobre a avaliação, uma vez que esta representa um processo contínuo e sistemático, resta-nos entender um pouco mais sobre as modalidades em que os objetivos deverão ser aplicados.
Para tal, discutiremos sobre a avaliação Diagnóstica, Formativa e Somativa, respectivamente:
A avaliação Diagnóstica se dá num primeiro estágio mediante o contato estabelecido entre Educador xEducando, ou seja, ele avaliará o nível de conhecimento da turma em relação a conteúdos já ministrados, isto é, se possuem os pré-requisitos para a aquisição de novos conhecimentos, e o que é mais importante, se possuem aptidão para dominá-los posteriormente. Esse procedimento facilitará os caminhos a serem traçados pelo educador no objetivo de atingir os objetivos propostos.
A Formativa é aquela que, como o próprio nome já diz, faz parte da proposta pedagógica de toda instituição de ensino, a qual pauta-se por avaliar o nível de rendimento dos alunos frente aos conteúdos ministrados.
Desta feita, é de extrema importância que o educador não procure estigmatizar aqueles que não alcançaram a meta desejada, e sim procure detectar as possíveis “falhas”, oferecendo-lhes oportunidades de crescimento.
A outra é a chamada Somativa, de caráter classificatório, onde serão computados todos os resultados referentes ao ano letivo em relação ao nível de aprendizagem, consistindo, portanto, na promoção ou não, para as séries vindouras.
Por Vânia Duarte
Equipe Brasil Escola
Planejamento em torno da alfabetização
Requisitos fundamentais em um planejamento voltado para a sistematização do
trabalho em torno da alfabetização:
a) criar condições e tempos escolares destinados ao planejamento, ao diagnóstico, à avaliação e à reelaboração de propostas, buscando-se a progressiva institucionalização de espaços coletivos tais como seminários ou semanas de planejamento, de integração com a comunidade, de escolha de livros didáticos, entre outras possibilidades;
b) estabelecer e compartilhar metas e objetivos, envolvendo professores, alunos e pais, nos processos de sua avaliação e de sua reorientação;
c) definir meios para alcançar objetivos, organizar o processo, registrar e socializar atividades realizadas.
Além da definição de objetivos e metas, é necessário investir nos meios para sua imple¬mentação. A organização das atividades em torno da alfabetização deverá levar em conta:
a) a progressão de níveis do trabalho pedagógico, em função dos níveis de aprendizagem dos alunos e da natureza das atividades, envolvendo conceitos e procedimentos pertinentes aos diversos componentes do aprendizado da língua escrita: a compreensão e a valorização da cultura escrita, a apropriação do sistema de escrita, a oralidade, a leitura e a produção de textos escritos. Dependendo do nível atingido pela classe, por grupos ou duplas de alunos, todo o planejamento poderá ser reorientado, em busca de outras alternativas de métodos, de materiais didáticos e de reagrupamento de alunos, sempre tendo como meta mais ampla sua progressiva autonomia em relação aos usos da língua escrita.
b) a criação de um ambiente alfabetizador, ou de um contexto de cultura escrita oferecido pelas formas de organização da sala e de toda a escola, capaz de disponibilizar aos alunos a familiarização com a escrita e a interação com diferentes tipos, gêneros, portadores e suportes, nas mais diversas formas de circulação social de textos. A exposição de livros, dicionários, revistas, rótulos, publicidade, notícias do ambiente escolar e de periódicos da comunidade ou do município, cartazes, relatórios, registros de eleições e muitas outras possibilidades permitem a inserção dos alunos em práticas sociais de letramento, ultrapassando formas artificiais de etiquetagem ou de treinamento da escrita em contextos estritamente escolares.
c) o estabelecimento de rotinas diárias e semanais, capazes de oferecer ao professor um princípio organizador de seu trabalho, desde que atenda a dois critérios essenciais: a variedade e a sistematização. Uma rotina necessita, em primeiro lugar, propiciar diversificação de experiências e ampliação de contextos de aplicação. Em segundo lugar, precisa oferecer um contexto de previsibilidade de atividades, para que os próprios alunos se organizem, consolidem aprendizagens e avancem em seus espaços de autonomia. Nesse sentido, pode ser bastante produtiva a previsão diária e semanal de atividades voltadas para os eixos da leitura, da escrita, da oralidade, das atividades lúdicas e especializadas, levando em conta o melhor momento de sua inserção (início, meio ou final do turno) e a melhor configuração grupal para sua realização (grupos que se familiarizam com determinados conteúdos ou grupos que já se encontram em patamares mais consolidados de aprendizagem). Essa flexibilidade pode conferir maior potencial à proposição de rotinas, como elementos que ajudam o professor a melhor conhecer seus alunos e a monitorar as modificações necessárias para que o planejamento inicial não se desencaminhe das metas mais relevantes inicialmente projetadas.
SALTO PARA O FUTURO / TV ESCOLA
WWW.TVEBRASIL.COM.BR/SALTO
Competências e habilidades para o mercado de trabalho
1 - CAPACIDADES FUNDAMENTAIS
Capacidades Básicas: leitura, redação, operações matemáticas, escutar e falar.
Capacidades Cognitivas: pensar criticamente, tomar decisões, solucionar problemas, ver coisas com a imaginação, saber como aprender, raciocinar.
Qualidades Pessoais: ter responsabilidade, auto-estima, sociabilidade, auto gerenciamento, integridade/honestidade.
2- AS COMPETÊNCIAS
Recursos: saber alocar tempo, dinheiro, materiais diversos e recursos humanos.
Interpessoais: saber participar como membro de equipe, ensinar aos outros, servir clientes e fregueses, exercer liderança, negociar e trabalhar com diversidade cultural.
Capacidades Básicas: leitura, redação, operações matemáticas, escutar e falar.
Capacidades Cognitivas: pensar criticamente, tomar decisões, solucionar problemas, ver coisas com a imaginação, saber como aprender, raciocinar.
Qualidades Pessoais: ter responsabilidade, auto-estima, sociabilidade, auto gerenciamento, integridade/honestidade.
2- AS COMPETÊNCIAS
Recursos: saber alocar tempo, dinheiro, materiais diversos e recursos humanos.
Interpessoais: saber participar como membro de equipe, ensinar aos outros, servir clientes e fregueses, exercer liderança, negociar e trabalhar com diversidade cultural.
Informação: saber adquirir e avaliar informação, organizar e manter a informação, saber interpretar e comunicar a informação, saber usar computadores para processo de informação.
Sistemas: saber compreender sistemas, monitorar e corrigir desempenho, melhorar e planejar sistemas.
Tecnologia: saber selecionar tecnologias, aplicá-las à tarefa, prevenir identificar ou solucionar problemas em máquinas, computadores e outras tecnologias.
http://ematmaosaobra.vilabol.uol.com.br/CompetenciaseHabilidades.html
Assinar:
Postagens (Atom)






















