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quarta-feira, 17 de março de 2010

Alfabeto ilustrado




A
ABELHA

Ela está no astronauta
e nas asas do avião.
Na andorinha e no anjinho,
na arara e no azulão
é de águia,água e alho,
é de abelha,a que faz o mel.





B
BOLA

está na bola
e na bala no bigode e no botão.

está na bolacha na gulosa Magali.
vem no começo do Bidu e do Bugu.
E no meio do Cebolinha.
É de boca e banana,
de balão e baleia.



C
CORAÇÃO


 
ela está no cebolinha,
na Cascuda e no Cascão.
No caipira Chico Bento
e no nosso coração.
Tem no cabo,no cabide,
no cachorro e no camelo.





DUDU

 
aparece no Dudu,
que não gosta de comida.
Mas não vem na Magali,
a gulosa mais querida.
Ela está na nota dó,
no dado e no dedal.

 


E
ESTRELA



por três vezes aparece
no querido Zé Lelé.
Vem no meio do cabelo
e no fim do cafuné.
Está na estrela do céu e do mar.
Na escova e no espelho,
para a sereia se pentear.





               F
FLOR

está na folha e na flor,

Temos frango e no feijão.
Está na fada e no floquinho,
No foguete e no fogão.
Tem no fogo e na fumaça

Tem na fita e na fivela
E na franja do franjinha.





 

G
GATO


tem na gema,no grilo e na grama.
Na Giselda,a galinha
Que o Chico tanto ama!
Está no gafanhoto e na girafa.
No golfinho e na gaivota,
E no gato angorá.

 
 
 
H
HUMBERTO
 
está no Humberto e na hiena,
No hotel, no hospital.

E na horta da Helena.
Está na hora e no Horácio
E na história do Horácio
Que espera construir
No horizonte o seu palácio.


 
 
 
I
ÍNDIA
 
ela está no cebolinha
E no fim da Magali
Da cebola ela sumiu,
Pra ficar com o Titi
Vem no irmão e na irmã
Na índia e na ilha.

 


J
JACARÉ

  ela está na jararaca
E na juba do leão
No jiló e na jibóia
E até no Jotalhão!
Está no jabuti
E também no jacaré.




K W Y

 são usadas em siglas,símbolos,



nomes próprios estrangeiros e seus derivados.


Ex.: Km, watt, Byron, byroniano.



 
L
LÁPIS



tem na lata e no lago,
Na laranja e no limão
Tem nos lábios da Lucinha,
No largato e no leitão
Tem no livro e no lápis
Na luva e no lenço.





M
MACACO

tem na Mônica geniosa
E nas meias das meninas.

Tem nas mangas e no mamão.

Mas não tem no abacaxi.

No melão na melancia.

No guloso macaco.





N
NAVIO




 tem nas nuvens

E no ninho do aprendiz.
Tem no nó e na noz.
No novilho e na navalha.
No navio e no novelo,
Na nenê e na Natália.




O
ÓCULOS



tem na oca e nos óculos,
Tem no ouro e nosso

Vem na ostra e nas ondas,

Duas vezes vem no almoço.






P
PEIXE


  tem na pipa e na panqueca,
No palmito e no palito.
Ela está no peixe,
Na pá, no pé, no pão!
Vem na pipoca e no pilão.

 
 
 
 
Q
QUEIJO



está no quadro e no queijo,
E no queixo do Quinzinho.
Tem no quarto e no quintal.
No quiabo e no quintal.




 
R
ROSINHA


está na renda, no retalho,

E na roupa da Rosinha.

Tem no rolo e no relógio,

Tem no repolho e na raiz,

Tem na rede, no rádio

E no rosto da Ritinha.


 
 
 
 
 
 
 

 
                               S
SAPO
 
tem na seta e no sete,
No saco e no saci.

Tem no sol e na semente,

No sapo e no sapato.

Tem na serra e no serrote

Na saia e no saiote.




                              T
TARTARUGA

ela vem no tamanduá

E também na tartaruga

Está na toca do tatu

No Titi e no Thuga.

Tem no tênis, na toalha

E na túnica da Tina.



U
UVA



ela está na uva,
Na unha e no ursinho.

Vem uma vez no bidú,

Mas gostou e quis ficar

Duas vezes no Bugu.






V
VACA


tem na vaca,no veado
E no vampiro Zé Vampir.

Tem no verde,no vermelho,

Na vara e no varal.

No violino e também no violeiro.




 
X
XÍCARA


 ela vem no xaveco,

Mas com a chave nunca está.

Vem no começo da xicara,

E no meio do peixe.

Tem na xícara, no caixote,

E no lindo nome da Xuxa.







Z
ZEBRA



ela está no Zé da roça,
Zé Vampir e Zé Lelé.
Tem na zebra e No zebu,
No marido da abelha
Que é chamado de zangão.







Poesia em Sala de Aula


l. Leia (ou recite) poemas para a turma
leitores que leem com pouca fluência dependem da leitura em voz alta do professor para descobrir os poemas que estão dentro deles. Brinde os estudantes com a leitura de poemas e eles aprenderão a apreciá-los com você.
Mas lembre-se do que diz Rubem Alves,trata-se de uma arte. Como um autor ensaia para emprestar seu corpo, sua voz aos personagens, assim também nós, professores, devemos preparar cuidadosamente a leitura em voz alta.Ao escutar a nossa própria voz, é como se ouvíssemos outras vozes,que sugerem possibilidades: um toque diferente para essa passagem,maior velocidade para aquela outra,ênfase em certa palavra etc.
2. Ensine a turma a ler em voz alta
Além de ler poemas,é importante que nos empenhamos em ensiná-los a ler poemas em voz alta.Comece propondo uma leitura simples,em que as pausas sejam orientadas pelo sentido e pela sintaxe.Por exemplo,há um trecho no poema ``Belo belo`` no qual o poeta diz que quer quatro coisas: a solidão, a água, a rosa, a luz que,exigente, ele se encarrega de especificar. Uma leitura que desse igual peso a todos os versos acabaria não sugerindo que sobre a escarpa inacessível é o lugar onde floresceu a rosa que ele quer; nem que piscando no lusco-fusco especifica o momento em que deseja a luz da primeira estrela.Uma boa leitura estabeleceria essas duas conexões.
Aos poucos estimule-os a realizarem leituras mais expressivas que levem em conta, além dos aspectos já citados,os versos,as rimas e outros recursos estilísticos empregados pelo poeta.Por exemplo,os versos ``Belo belo`` e ``Quero quero`` funcionam como uma espécie de refrão que isola segmentos temáticos que podem ser valorizados na leitura.Vejamos uns trechos:
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Quero quero
Quero dar a volta ao mundo
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco
3. Ensine a ver poemas visuais
Há poemas em que o poético não se evidencia pelo encadeamento linear dos versos, mas pelo jogo com a linguagem que se concretiza na justaposição de palavras na página, na materialidade das próprias palavras que se fragmentaram e se recompõem.O verso tradicional dá lugar a uma linguagem sintética,dinâmica e o poema transforma-se em objeto visual que pede,simultaneamente,para ser lido e visto.Vejamos o poema de José Paulo Paes.

Elegia holandesa
águamolepedradura águaáolepedradura águaáglepedradura águaáguepedradura águaáguapedradura águaáguaáedradura águaáguaágdradura águaáguaáguradura águaáguaáguaadura águaáguaáguaádura águaáguaáguaágura águaáguaáguaágura águaáguaáguaáguaa águaáguaáguaáguaá
(disponível em
http://www.revista.agulha.nom.br/jpaulo.html)
José Paulo Paes, já no primeiro verso,introduz duas modificações à primeira parte do provérbio:corta a preposição ``em`` e elimina a segmentação entre as palavras: águamolepedradura.Mas, a partir do segundo verso,provoca uma verdadeira erosão no provérbio: a cada verso,as palavras - mole,pedra e dura - perdem letras para dar lugar às letras que fazem parte da palavra ``água``.
Sinteticamente e de maneira figurada,os provérbios expressam crenças e valores de um determinado grupo social.O poeta,mais sinteticamente ainda,mostra como a `´água`´´pode se infiltrar e dissolver a dureza das pedras,isto é, a água tanto bate até que fura.Que sacada,não?
Ao extrair letras das palavras,ao sugerir no título a longa luta do povo holabdês contra o avanço das águas,o poema provoca um deslocamento de sentido e faz com que o leitor abandone o sentido figurado,mas automatizado do provérbio,para retomar o sentido primeiro das palavras ``água`` e `´pedra``.E é assim que um lugar-comum se transforma em um poema incomum.
Texto baseado na matéria da Revista LeituraS
.


Um certo olhar - livros e leitura entre professores e alunos



As pessoas aprendem a ler antes de serem alfabetizadas .Desde pequenos,somos conduzidos a entender um mundo que se transmite por meio de letras e imagens.Mesmo as crianças que residem longe dos grandescentros urbanos, ou não dispondo,pois, de livros e impressos,conhecem o significado de certas siglas e sabem identificar as figuras e os nomes de personagens,divulgados por meio da propaganda audiovisual,da televisão,das histórias ouvidas e reproduzidas.
A literatura infantil pode ajudar o professor a alcançar um resultado melhor,colaborando para o sucesso de seu trabalho. Os livros para crianças despertam o gosto pela leitura,não tem propósito pedagógico e ainda divertem.

A primeira medida a ser tomada pelo professor é certamente,colocar os livros ao alcance dos alunos em sala de aula.A proximidade entre o leitor e o texto, na forma de livro,motiva o interesse e induz a leitura,mesmo no caso de pessoas que ainda não foram alfabetizadas. Por isso, publicações destinadas a elas apresentam muitas ilustrações,pois a imagem captura a atenção do leitor e, por estar acoplada à escrita,suscita o interesse por seu entendimento.
Várias publicações de autores brasileiros,destindas ao leitor aprendiz,podem colaborar com o professor,como é o caso da Coleção Gato e Rato,de Mary e Eliardo França,dirigida a crianças em período de alfabetização porque as narrativas são divertidas,conduzindo a atenção do leitor até o final.
Para tomar a segunda medida o professor precisa ficar atento à destreza e interesse de leitura por parte dos alunos.Ele será compreensivo com o estudante que apresenta dificuldades para acompanhar o texto,apoiando-o com a indicação de produtos ao mesmo tempo bons e fáceis de entender.Se as coisas fossem mães,de Sylvia Orthof,é uma dessas obras que estimula a imaginação da criança, e também sua inteligência,sem apresentar dificuldades de interpretação.
A fada que tinha ideias,Fernanda Lopes de Almeida, cria a personagem Clara Luz,que, insatisfeita com o papel convencional usualmente atribuído a seres como ela,permanentemente inventa novidades.No começo da história, a pequena fada é advertida pelos adultos,que julgam inadequado seu comportamento;na sequência,porém,ela demostra que suas atitudes são válidas para si mesma e para todo o grupo,vindo a representar a vontade de as crianças serem respeitadas pelos mais velhos.
Nos contos tradicionais,a fada é a personagem boa,enquanto a bruxa é má, prejudicando os demais. A bruxinha atrapalhada, desmente este padrão,pois a protagonista das histórias curtas de Eva Furnari suscita a simpatia do leitor, que experimenta com ela as dificuldades de afirmação no mundo adulto.Por sua vez,em O fantástico mistério da Feiurinha,Pedro Bandeira contraria outro estereótipo do conto de fadas clássico: o da jovem que,por ser bela seduz o príncipe encantado.No livro, a personagem principal é a menina feia,de quem depende o mundo das fadas para não desaparecer,levando com ele o imaginário representado pela infância.
Coisas de menino, de Eliane Ganem,e Os meninos da rua da praia,de Sérgio Capparelli, expõem as diferenças entre ricos e pobres, enquanto Nó na garganta , de Mirna Pinsky, afirma que a cor da pele não é justificada para valorizar ou diminuir as pessoas. A droga da obediência, de Pedro Bandeira, e A casa da madrinha, de Lygia Bojunga Nunes, por sua vez, mostram ser preciso lutar pela liberdade, quando os poderosos procuram sufocar o crescimento intelectual dos indivíduos.
Professores e alunos não ficarão indiferentes à proposta de livros como os enumerados antes.Aprenderão juntos que a literatura,, dirigida ou não para as crianças,lhes proporciona grande variedade e sabedoria, aprofundando as relações humanas na escola e sua participação na sociedade.
Texto baseado na matéria da Revista LeituraS,por regina Zilberman professora da Teoria de Literatura e Literatura Brasileira da PUC do Rio Grande do Sul.



O que a matemática tem a ver com leitura?



Informações sobre o índice de analfabetismo da população que se restringiam à apuração de quantas pessoas são capazes de ``ler e escrever um bilhete simples``,embora relevantes, são insuficientes. Por isso, tornou-se necessário investigar com mais cuidado o fenômeno do analfabetismo, para que se pudesse conhecer um pouco melhor as condições e os recursos de que as pessoas dispõem para enfrentar as demandas de seu cotidiano e identificar contribuições que a escola poderia prestar para a democratização das relações da população com o mundo da escrita. É nessa perspectiva que o Instituto Paulo Montenegro e a Ação Educativa realizam,desde 200l,uma pesquisa anual para a construção do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional, o Inaf.Não se trata de uma pesquisa escolar como o Saeb(Sistema de Avaliação da Educação Básica) ou Enem(Exame Nacional do Ensino Médio).A pesquisa do Inaf é realizada por entrevistadores do Ibope de casa em casa (a pessoas na faixa etária de l5 a 64 anos,composta de 2000 pessoas,estudantes ou não) para aplicar oralmente um questionário e um teste.

Nos anos ímpares,o teste contém tarefas relacionadas a contextos e objetivos práticos de leitura e escrita.Nos anos pares, o teste propõe aos entrevistados tarefas que simulam situações da vida cotidiana em que os sujeitos se veem obrigados a mobilizar habilidades matemáticas,tais como leitura e escrita de números e de outras representações matemáticas de uso social frequente(gráficos, tabelas, escalas,etc),ou como a análise ou a solução de situações-problema envolvendo operações aritméticas simples(adição,subtração, multiplicação e divisão),raciocício proporcional, cálculo de porcentagem,medidas de tempo,massa,comprimento e área.Inclui ainda a manipulação de calendário,cédulas e moedas,folhetos de propaganda,jornal,mapa e aparelhos simples de medida (relógio,fita métrica,régua).

Por trás da decisão de incluir uma avaliação de habilidades matemáticas num indicador voltado para o letramento, está a consciência de que os modos de produzir, organizar, registrar e avaliar o conhecimento,nas sociedades grafocêntricas,são regidos por critérios estreitamente relacionados à quantificação,à ordenação, à mensuração e à classificação,que, assim, permeiam os textos e as práticas de leitura com os quais a maior parte das pessoas se envolve cotidianamente.
Estamos acostumados a ouvir pessoas dizerem,até sem muito constrangimento,que ``não sabem nada de matemática``.Essa declaração,em geral, não corresponde exatamente à verdade;está menos relacionada às atividades que a pessoa desenvolve no seu dia-a-dia do que a uma dificuldade com a formalização da Matemática que se ensina na escola e ao insucesso nas avaliações dessa disciplina- que pode levar muitas pessoas a evitarem se dedicar a tarefas de cálculo que se aproximem daqueles conhecimentos escolares.
Com base nos resultados no INAF, a maior parte dos brasileiros jovens e adultos (46%) já demonstra dominar completamente a leitura dos números naturais,independente da ordem de grandeza,são capazes de ler e comparar números decimais que se referem a preços, contar dinheiro e ``fazer`´ troco. Também são capazes de resolver situações que envolvem operações(adição,subtração,multiplicação e divisão),mas só aquelas em que um único cálculo é necessário.Esse grupo consegue identificar a existência de relações de proporcionalidade direta(entre preço e qualidade de produtos,por exemplo) e de proporcionalidade inversa (como entre o número de prestações e o valor da prestação),mas ainda apresenta dificuldades na resolução de problemas que envolvem cálculos com essas relações.
Essas dificuldades devem ser tomadas como alertas pela escola sobre a necessidade de se desviar o foco de uma abordagem ainda excessivamente preocupada com as técnicas de cálculo,para a construção de espaços de discussão de estratégias diversas de resolução de problemas que, contemplando questões do cotidiano- não como um rdeucionismo,mas justamente em sua complexidade e multiplicidade de fatores e expressões envolvidas - possa revelar possibilidades, e também limites, dos instrumentos e dos critérios matemáticos para se compreender o mundo ...e transformá-lo.
Texto com base na matéria da Revista LeituraS por Maria da Conceição Ferreira(doutora em Educação pela Unicamp e coordenadora do programa de educação Básica de Jovens e Adultos da UFMG).


Por que musicalizar?

A musicalização, além de transformar as crianças em indivíduos que usam os sons musicais, fazem e criam música, apreciam música, e finalmente se expandem por meio da música, ainda auxiliam no desenvolvimento e aperfeiçoamento da:
- Socialização- Alfabetização- Inteligência- Capacidade inventiva- Expressividade- Coordenação motora e tato fino- Percepção sonora- Percepção espacial- Raciocínio lógico e matemático- Estética
O objetivo central da educação musical é a educação pela música, que engloba vários aspectos do desenvolvimento humano. Entre estes, citamos:
1. Desenvolvimento da manifestação artística e expressiva da criança
A educação musical pretende desenvolver na criança uma atitude positiva para este tipo de manifestação artística, capacitando-a para expressar seus sentimentos de beleza e captar outros sentimentos, inerentes a toda criação artística.
Assim como se utiliza da palavra ou gestos para manifestar suas idéias, terá como meio de expressão mais uma forte ferramenta na construção de seus argumentos - a música. As crianças tendem a pensar na música como sendo sobre "coisas", isto é, como contando histórias, expressando idéias, vivendo situações.
Há estudos sobre crianças autistas (Gardner - As artes e o desenvolvimento humano), em que "estas crianças, extremamente perturbadas e que freqüentemente evitam o contato interpessoal e talvez nem falem, possuem capacidades musicais incomuns. Isto talvez, porque houvessem escolhido a música como principal canal de expressão e comunicação, ou também porque a música é tão primariamente hereditária e que precisa de tão pouca estimulação externa quanto o falar ou andar de uma criança normal." Por exemplo, uma criança de 18 meses que cantava árias de ópera, embora só viesse a falar com 3 anos de idade; de 30 crianças autistas, apenas uma não mostrava interesse pela música.
2. Desenvolvimento do sentido estético e ético
Durante o processo de criação e depuração dos elementos musicais, ou mesmo no processo de expressão, busca-se aí o equilíbrio e a crítica sobre o conceito do belo, do pleno, do satisfatório. As campanhas de mídia pelas quais passamos nestes dias, trabalham muito fortemente sobre nosso poder de julgamento e decisão . Muitas vezes, esquecemos se algo é realmente bom, ou bonito ou dispensável. Simplesmente aceitamos. A criança tem sido um grande alvo da mídia e também sofre esta influência.
Através da música, com seus valores estéticos intrínsecos, e de atividades voltadas especialmente para o desenvolvimento do valor estético, pretende-se resgatar o sentido do belo e do justo em relação às coisas que nos rodeiam e também às nossas atitudes. O poder de escolha intermedia a busca da estética, e esta exteriorização é a base da ética.
3. Desenvolvimento da consciência social e coletiva/ética
Quando a criança canta, ou está envolvida com papéis de interpretação sonora em coletividade, sente-se integrada em um grupo e adquire a consciência de que seus componentes são igualmente importantes. Compreende a necessidade de cooperação frente aos outros, pois da conjunção de esforços dependerá o alcance do objetivo comum.
Quando estuda música em conjunto, torna-se mais comunicativa e convive o tempo inteiro com regras de socialização. Existe a possibilidade de respeitar o tempo e a vontade do outro, criticar de forma construtiva, ter disciplina, ouvir e interagir com o grupo.
4. Desenvolvimento da aptidão inventiva e criadora
A educação através das artes proporciona à criança a descoberta das linguagens sensitivas e do seu próprio potencial criativo, tornando-a mais capaz de criar, inventar e reinventar o mundo que a circunda.
E criatividade é essencial em todas as situações. Uma criança criativa raciocina melhor e inventa meios de resolver suas próprias dificuldades.
A criança se envolve integralmente com a música e a modifica constantemente, exercitando sua criatividade, e transformando-a pouco a pouco numa resposta estruturada de acordo com seus objetivos.
A criatividade é ilimitada no ser humano. Atualmente, com o crescimento tecnológico e a busca de soluções cada vez mais aprimoradas para os problemas vividos pelo homem atual, busca-se incansavelmente o desenvolvimento da imaginação humana, semente de toda a evolução.
5. Busca do equilíbrio emocional
Para os gregos, a educação musical aprimorava o caráter e tornava úteis os homens em palavras e ações, e os estudos de música começavam na infância e se estendia por toda a vida.
Também o jogo musical, que não se liga a interesses materiais ou competitivos, mas absorve a criança, estabelece limites próprios de tempo e espaço, cria a ordem e equilibra ritmo com harmonia.
6. Reconhecimento dos valores afetivos
Para Piaget, o afeto é o principal impulso motivador dos processos de desenvolvimento mental da criança e, para Celso Antunes, a afetividade pode ser construída através de estímulos adequados e medidos. Através da música e de seu processo de criação, torna-se aqui a criança o criador, o gerador, formando um eterno vínculo com sua produção ou autoria . "Fui eu quem fiz!" eles dizem com satisfação. Este é fator positivo para o desenvolvimento de sua auto-estima e identificação de suas motivações.



 

Expectativas de Aprendizagem em Matemática no Ensino Fundamental de 9 anos


1º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:
· ampliar o conhecimento dos números e contar oral e mentalmente objetos;
· usar estratégias pessoais para resolver problemas com as quatro operações;
· indicar o número certo quando houver poucos objetos;
· ler mapas e plantas baixas simples;
· identificar e representar semelhanças e diferenças entre formas geométricas;
· montar e desmontar embalagens tridimensionais;
· usar o calendário;
· comparar, identificar e estimar grandezas (comprimento,massa, temperatura e capacidade) e iniciar o uso de instrumentos de medidas;
· começar a usar e a fazer tabelas simples.


2º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:
· realizar contagem oral;
· saber regras do sistema numérico;
· ler e produzir escritas numéricas;
· ampliar o uso de estratégias pessoais nas quatro operações;
· saber resultados de memória;
· usar diversas estratégias de cálculo;
· localizar-se em espaços menos conhecidos e mais amplos;
· identificar e representar diferentes formas geométricas;
· realizar organização temporal com uso do calendário;
· utilizar sistemas de medidas convencionais;
· ampliar o conhecimento de grandezas e o uso de instrumentos de medidas;
· fazer tabelas e gráficos de colunas.

3º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:
· utilizar o sistema numérico convencional;
· articular melhor os números em estratégias de cálculo mental;
· usar técnicas convencionais de adição e subtração;
· começar a sistematizar algoritmos (conta armada);
· ampliação do uso das operações de adição,subtração,multiplicação e divisão;
· interpretar representações do espaço;
· aprimorar o uso da linguagem específica para figuras e formas;
· saber ver as horas;
· utilizar o sistema métrico(convencional ou não) com mais precisão;
· aprimorar o uso de tabelas simples e usar gráficos com colunas e barras.








4º. Ano
Ao final do ano em curso o aluno deverá ser capaz de:
· realizar contagens crescentes e decrescentes com números naturais;
· realizar cálculos aproximados;
· reconhecer, usar, comparar e ordenar números racionais;
· explorar os significados das frações;
· saber resultados de contas de multiplicação de memória;
· fazer operações de números naturais com estratégias pessoais e operações convencionais;
· identificar posição e movimentação em malha quadriculada;
· reconhecer semelhanças e diferenças entre figuras geométricas;
· reconhecer planificações e identificar formas plans de figura tridimensional;
· compreender e calcular o perímetro;
· reconhecer e usar unidades de medida;
· utilizar o sistema monetário brasileiro;
· interpretar dados de tabelas simples e de dupla entrada e de gráficos de colunas,barras e linhas.


5º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:
· compreender e usar as regras do sistema de numeração decimal para leitura, escrita,comparação e ordenação de números naturais;
· explorar diferentes significados das frações;
· escrever,ler, comparar e ordenar números racionais;
· resolver problemas nas quatro operações, usando estratégias pessoais, convencionais e cálculo mental;
· usar porcentagens;
· explorar a ideia de probabilidade;
· descrever, interpretar e representar a localização e a movimentação de uma pessoa ou um objeto;
· reconhecer poliedros e identificar relações entre faces, vértices e arestas;
· utilizar unidades comuns de medidas em situações problema;
· calcular perímetros e áreas;
· usar unidades de medidas de área;
· interpretar e construir tabelas simples, de dupla entrada, gráficos de colunas, barras,linhas e de setor.





Expectativas de Aprendizagem em Português




1º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:

fazer intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando perguntas;
ouvir com atenção textos lidos;
ler textos conhecidos,como parlendas,adivinhações e canções;
conhecer e recontar repertório variado de textos literários;
escrever texto de memória de acordo com sua hipótese de escrita;
escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para a escrita;
conhecer as representações das letras maiúsculas do alfabeto de imprensa;
localizar palavras em textos;
escrever usando a hipótese silábica,com ou sem valor sonoro convencional;
reescrever ditando textos conhecidos;
revisar textos coletivamente, apoiado em leitura em voz alta feita pelo professor.


2º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:

participar de intercâmbio oral,ouvindo,perguntando e planejando a fala para diferentes interlocutores;
recontar histórias conhecidas,recuperando características da linguagem do texto original;
apreciar textos literários;
ler,com ajuda,diferentes gêneros;
ler, por si mesmo,textos conhecidos;
entender o sistema alfabético,mesmo escrevendo com erros ortográficos;
escrever alfabeticamente textos que conhece de memória;
reescrever histórias conhecidas,ditando-as ou de próprio punho.Produzir textos simples de autoria.



3º. ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:

·participar de situações de intercâmbio oral, ouvindo com atenção, formulando e respondendo a perguntas,
explicar e compreender explicações,manifestar opiniões sobre o assunto tratado;
apreciar e ler textos literários;
·ler, com ajuda, textos para estudar (textos de sites, revistas,etc);
re-escrever de próprio punho histórias conhecidas,considerando as características da linguagem escrita;
produzir textos de autoria utilizando os recursos da linguagem escrita;
revisar textos coletivamente com a ajuda do professor ou em parceria com colegas.


4º. ano

Ao final do ano em curso o aluno deverá ser capaz de:
participar de situações de intercâmbio que requeiram ouvir com atenção, intervir sem sair do assunto tratado,formular e responder perguntas justificando respostas, explicar e compreender explicações, manifestar e acolher opiniões, fazer colocações considerando as anteriores;
apreciar textos literários;
selecionar, em parceria, textos em diferentes fontes para a busca de informações;
localizar em parceria, informações nos textos, apoiando-se em títulos e subtítulos, imagens e negritos, e selecionar as que são relevantes;
ajustar a leitura ao propósito e ao gênero;
re-escrever e/ou produzir textos de autoria com apoio do professor;
revisar textos coletivamente com a ajuda do professor,prestando atenção nos aspectos de coerência, coesão e ortografia.


5º. Ano
Espera-se que ao final do curso o aluno seja capaz de:
participar de situações de intercâmbio oral que requeiram ouvir com atenção,intervir sem sair do assunto, formular e responder a perguntas justificando respostas, explicar e compreender explicações, manifestar e acolher opiniões, argumentar e contra argumentar;
participar de situações de uso da linguagem oral utilizando procedimentos da escrita para organizar a exposição;
apreciar textos literários;
selecionar textos de acordo com os propósitos de leitura, antecipando a natureza do conteúdo e utilizando a modalidade de leitura mais adequada;
utilizar recursos para compreender ou superar dificuldades de compreensão durante a leitura;
re-escrever e produzir textos utilizando procedimentos de escritor;
revisar textos, próprios e dos outros, em parceria com colegas, com intenção de evitar repetições, ambigüidades e erros ortográficos e gramaticais.